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fev 16 2017

Representante dos trabalhadores em educação diz que Escola sem Partido é Lei da Mordaça

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Gilmar Soares Ferreira, professor de história, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso, alertou para a prática comum durante a ditadura militar no Brasil de não misturar escola com política . Ele chamou o projeto de lei Escola sem Partido de lei da mordaça para os educadores, com a tentativa de restrigir a liberdade de pensamento e voltar à doutrinação.

Gilmar citou a redemocratização e a Constituição Federal de 1988 para lembrar que professores têm direito a eleger e a ser eleitos e para isso, têm direito a filiação partidária. Ele ainda lembra que estudantes podem votar aos 16 anos e se candidatar aos 18 de forma que muitos eleitos na Câmara nos Deputados incluíram em suas plataformas reivindicações dos estudantes.

O professor afirmou que escola é microespaço da sociedade e não pode ficar alheia às questões políticas e econômicas ao defender que, principalmente no ensino médio, deve ser oferecida educação política. No entanto, Gilmar ressalta que não deve haver imposição de pensamento uma vez que a escola é um espaço para confronto de ideias onde se convive e respeita as diferenças.

(Bahia na Política, 15/02/2017)